O Regresso do Sagrado

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Fim de um tempo linear e contínuo?

A ciência como salvadora da Humanidade?

Desencanto face a uma sociedade cada vez mais consumista?

São múltiplas as razões para a emergente busca de território sagrado… de momentos sagrados.

Para quê dar atenção à sabedoria dos antigos mestres se a ciência e a tecnologia moderna podem satisfazer todas as nossas necessidades e vontades?

A maioria das pessoas pensa assim até que uma doença ou processo grave lhe ameace a vida. Então elas são obrigadas a se confrontar com a própria mortalidade, e uma nova perspectiva se impõe. Quando se dão conta de que a ciência e a tecnologia não oferecem solução para a crise que estão a enfrentar, os seus valores e prioridades começam a mudar. Elas despertam para a vida. Começam a procurar a sabedoria que há de ajudá-las a se equilibrarem e a se encontrarem, a voltar a sentir a esperança e o desejo de descobrir, de levantar um pouco mais o véu que oculta a Criação.

A Busca do Sagrado

O Regresso do Sagrado surge como resposta ao vazio deixado pela crise das ideologias e pela falência de um certo discurso científico e farmacêutico. Há uma certa inconsistência da ciência relativamente ao programa positivista.

Qualquer cientista, mesmo que não o confesse, acaba por se encontrar face a situações limite e face a certos afetos e certas emoções que a ciência não explica e que nunca explicará.

O sagrado é algo que está sempre presente, em estado virtual.

É ativável, em qualquer momento, funcionando como escudo protetor face às incertezas, às angústias, aos medos gerados no interior da comunidade;

Está preponderante no campo religioso, mas irrompe também noutros campos, do político à ficção científica ou ao chamado “show business” e “new age”.

Chegámos ao fim de um tempo “linear e contínuo” que garantia não só que íamos para a frente mas, ainda, que íamos para melhor.

O desencanto é visível numa sociedade de tipo consumista. Está bem visível a “crise de valores”.

A pós-modernidade mostra-nos coisas que perdemos, ao nível das próprias emoções, valores e quotidiano. É a ausência de festas vividas por dentro. É a ausência de Ritos e de certas práticas tradicionais que eram importantes e que o stress diário provocado por milhentas de coisas destruiu.

A busca do sagrado cultiva a presença do corpo, a função do mestre, o papel do ritual, a expectativa do milagre.

A busca do sagrado leva-nos a questionar e a pensar na nossa relação com Deus, na relação com a igreja e na relação com o sagrado. Sendo que o sagrado não tem que estar obrigatoriamente ligado à Religião ou à Igreja. Contudo, está directamente relacionado com a “mente não lógica”, o mundo do simbolismo. ( No próximo artigo iremos desenvolver com maior detalhe o tema do simbolismo).

 

“O verdadeiro mestre será aquele que não impõe, antes mostra ao discípulo a vantagem em ser este a escolher o seu próprio caminho.”

 

O que nos leva a concordar com a frase:

“estamos cheios de falsos mestres”, de António Carlos Carvalho.

 

Frases Célebres da Sabedoria Antiga já nos diziam:

“conhece-te a ti mesmo” do oráculo de Delfos

“procurei-me a mim mesmo” de Heráclito

“espera tudo de ti mesmo” de Siddharta Gautama

Katia Prior
By |2022-01-29T19:26:29+00:00Junho 13th, 2018|Insights - Busca da Verdade|0 comentários

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